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Archive for novembro \26\UTC 2009

Nereu Leme, presidente da Casa da Notícia,  no Comunique-se participando da Semana Global do Empreendedorismo.

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Jornal alemão Niiu

Você é o editor

Por Vanessa Xavier

 

 

Depois que as mídias sociais surgiram, qualquer leitor pode ser um veículo. Você é a mídia. Agora, com o lançamento do jornal alemão Niiu, você também pode ser o editor.

Dois jovens alemães, Hendrik Tiedmann, 27, e Wanja Oberhof, de apenas 23 anos lançaram nessa semana (dia 16/11), em Berlin, um jornal que promete revolucionar o mercado editorial. O Niiu, um jornal feito sob encomenda e que, ainda, dá às empresas anunciantes a possibilidade de direcionar suas campanhas especificamente para o leitor que escolheu editoria de esportes, por exemplo.

O leitor escolhe, entre 17 títulos impressos e 500 online, a capa de um jornal, o caderno de esportes de outro e assim por diante, criando um recorta e cola personalizado. Cada edição é impressa uma única vez e o preço não é muito superior ao pago nas bancas pela maioria dos jornais alemães e o cliente ainda recebe o jornal em casa. Os criadores afirmam já ter mais de mil assinantes e apostam no público jovem.

O Niiu é nada mais, nada menos do que clipping (recorte de notícias) de outros jornais de acordo com o interesse do cliente/leitor. Achei estranho o fato (noticiado em alguns blogs) do jornal ser entregue comente no dia posterior a publicação dos jornais convencionais. Entrei em contato com a equipe do Niiu, por meio do twitter, e recebi a resposta: “As notícias da edição do Niiu que você encomendar com suas especificidades são captadas, em arquivos PDF, no fechamento dos outros jornais.”

A primeira edição circulou no dia 16 de novembro. Será que o Niiu pega? Se pegar e a moda se espalhar, o que acontecerá com os jornais convencionais? Bem, se mudarem de estratégia, o Niiu (http://www.niiu.de/) também terá que mudar. 

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 Diploma, sim,
mais de um, se possível

Por Carlos Thompson
twitter.com/ThompsonClaro

Diploma de jornalista ou salve-se quem puder? Confesso que fiquei surpreso quando o Supremo Tribunal Federal (STF) liquidou com a exigência de diploma para o exercício da profissão.

Pensava que o diploma poderia, sim, ser substituído por alguma composição entre curso superior e um ano e meio a dois anos de pós-graduação em jornalismo. Mas reduzir o nível de exigência? Liberar geral? Nunca imaginei que o desejo de vingança contra os jornalistas perguntadores, descobridores de coisas que não se devem exibir à luz do dia, chegaria tão longe.

Tente conseguir qualquer emprego, por menor que seja o salário, sem o segundo grau. Duvido que consiga, exceto na informalidade. E curso superior, aliás, hoje é só um começo para empregos medianos. Falar inglês ajuda um pouco, mas um terceiro idioma é desejável. Se possível, alemão, chinês, algo assim.

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Dominar o computador é brincadeira de criança.

Neste mundo, então, jornalista nem precisa ter passado pela faculdade?

A justificativa de liberdade de expressão é tão fora de questão, tão ridícula, que desmerece quem a defende. Comparação a outras funções? Provocação barata de quem odeia, isto sim, a liberdade de expressão, que permite ao jornalismo investigar, criticar, expor fatos incômodos.

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) restabelece a exigência do diploma, o que, convenhamos, é melhor do que o vazio institucional proposto pelo STF. Esperemos que os congressistas tenham um raro momento de lucidez, e votem a favor do diploma.

Obviamente, muitos preferem o vazio atual a uma categoria organizada, com piso salarial, organização sindical etc. São netos ou bisnetos daqueles fazendeiros que viam, na Abolição da Escravatura, dano econômico irreparável. Nem por isso vamos conectar nossos notebooks na área de remadores acorrentados das galés.

Se tiverem real interesse na liberdade de expressão, evitem propostas absurdas, como o tal Conselho Federal de Jornalismo. Fiquem de olho na violência praticada contra jornalistas pobres, do interior do Brasil, quando escrevem matérias que incomodam chefetes locais.

Todos os assassinos de jornalistas estão nas prisões ou nas barras dos tribunais? Não, certamente, não.

Os cursos de Jornalismo não estão no nível desejado? Invistam na qualidade do ensino fundamental. Analfabetos funcionais não se tornarão excelentes universitários. Paguem mais aos professores. Depois, cobrem produtividade e qualidade deles. Façam o que países que valorizam a educação de verdade, e não no gogó, no discurso, já fizeram há décadas.

Cursos superiores podem ser aperfeiçoados, discutidos, modificados, se houver interesse neste debate. Não acredito que haja. Governos populistas e autoritários não gostam da imprensa. Nem de seus profissionais. Gostam de aplausos e de áulicos. De votos e de apagões alheios, nunca dos seus.

 

Criticam os meios de comunicação e os jornalistas como o cônjuge traído, da piada popular, que trocou o sofá da sala em lugar de cobrar fidelidade a quem de direito.

Jornalismo com diploma, sim, se possível com mais de um. Com mais exigência, nunca com menos. E quem não gosta de matérias investigativas, que trate de agir corretamente, dentro da lei e dos preceitos éticos. Daí, não vira notícia negativa, e todos ficarão felizes.

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Apagão II

Radinho de pilhas contra a crise

Por Nereu Leme

É nesse momento, de crise, de dificuldades e boataria, que a comunicação age como tábua salvadora. Como um pequeno rádio de pilhas, que não necessita de energia elétrica para funcionar. Assim, podemos vencer o apagão e, ao mesmo tempo, ter a informação que reduz incertezas.radio_pilha

Como todo serviço essencial, o fornecimento de energia elétrica precisa de um sistema de contingência, uma alternativa para não parar de funcionar, um radinho de pilhas.

Para nós jornalistas prevenidos, como eu e o Marcos Camargo (leia post Apagão I), o radinho de pilhas venceu a crise. Mas, só conseguimos o acesso à informação na madrugada escura, porque em nossos treinamentos contra situações de crise, sempre alertamos nossos treinandos: “toda crise requer uma alternativa previamente planejada. Por exemplo, se faltar luz, tenha um radinho de pilhas à mão. Pelo menos haverá acesso à informação e, com a informação, poder decidir os próximos passos”.

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Apagão I

Apagão da comunicação

Por Marcos Camargo Jr.

A cobertura da imprensa em relação ao apagão elétrico, ocorrido na última terça-feira, nos ajuda a compreender a importância da comunicação em nossos tempos. Em um instante, às 22h15, as luzes se apagaram ou oscilavam e tudo ficou às escuras.  Dirigindo, notei o princípio de confusão gerado no trânsito pela falta dos semáforos. Sem luz, o comércio noturno baixou as portas e a penumbra tinha conotação de perigo.

apagao_novembro09

Por alguns instantes, não havia notícia ou informações. Sintonizei o rádio, e notei que várias emissoras estavam fora do ar. Por alguns minutos, a sensação de vazio percorreu meus brios jornalísticos: não sabia o que estava acontecendo. Nós, profissionais de imprensa, das redações ou não, nos preocupamos de imediato com a ausência de comunicação, pois falta algo que é intrínseco do ser humano.

Em alguns minutos, a rádio de notícias voltou, com um pedido de desculpas do repórter. Cada jornalista, de sua residência, entrava no ar ao vivo e transmitia suas impressões. Com laptop alimentado por baterias, ou mesmo pelo celular, acessavam a web em busca de informações.

Mas a fonte não era boa. Tínhamos um problema. Agências, ministérios e concessionárias ligadas ao setor de energia não tinham resposta. Era “uma falha” no sistema que alimenta 18 estados, mas o motivo era desconhecido.

Cheguei em casa, procurei por algumas pilhas, e liguei um pequeno rádio. Na internet, apenas o fato do apagão. Ninguém sabia nada, até que uma informação oficial relatava uma falha no sistema da hidrelétrica Itaipu Binacional. Ainda assim, nenhuma previsão de normalização. As rádios entrevistavam engenheiros e acadêmicos ligados ao tema da energia, em busca de informações complementares, prognósticos e análises. Seria falha do governo, algum acidente ou sobrecarga?

Quando falta informação, a comunicação é inútil. Essa ferramenta que nos permite um ciclo perfeito entre emissão e compreensão, deve ser encarada como vital na vida cotidiana. Sem qualquer informação, há espaço para os ruídos, como os boatos que surgem na rua para tentar explicar o motivo do apagão. A solução é clareza e luz materializada na forma perfeita da comunicação, que elimina incerteza e devolve a segurança, seja no movimento constante das cidades, seja no sucesso que você procura para o seu negócio.

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