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Archive for junho \22\UTC 2010

por Marcos Camargo Jr

Parece contraditório mas o Fusca um dia já foi um carro revolucionário. Quando foi projetado por Ferdinand Porsche, em 1932, 78 anos atrás, era uma proposta inovadora, algo quase impossível. E não era novidade, pois o brilhante engenheiro usou o melhor da tecnologia disponível naquela década para fazer um automóvel seguro, viável e sobretudo barato. O austríaco Ferdinand Porsche uniu o design aerodinâmico de um modelo chamado “Standart Superior”, com a mecânica refrigerada a ar já aplicada nos carros da Tatra (Tchecoslováquia) e aprimorou tudo isso, criando um novo produto.

Hoje, 22 de junho é celebrado o Dia Mundial do Fusca, pois nesta mesma data, em 1934, foi assinado o acordo entre a Ferdinand Porsche GmbH e a Associação Nacional da Indústria Automobilística Alemã, o que resultou no primeiro protótipo do chamado NSU, que por fim foi batizado de Volkswagen (carro do povo).

Um dia este carro, que é considerado o maior case de sucesso da indústria automotiva, foi inovador. Não foi fácil, pois Adolf Hitler, que aprovou o projeto, disse que o carro deveria comportar uma família média (dois adultos e três crianças), alcançar e manter a velocidade de 100Km/h, e o consumo médio de combustível deveria ficar em 13Km/litro, ser confiável e de mecânica simples refrigerada a ar e preço de mil marcos imperiais, preço de uma motocicleta na época. E Ferdinand Porsche conseguiu, e superou as expectativas do governo alemão. Seu carro foi usado inicialmente na Segunda Guerra Mundial, mas após 1945 ganhou o mundo e fez sucesso por onde passou, inclusive no Brasil.

O que ele tinha de novo? Sua eficiência era o grande diferencial. Diferente dos carros da época, que eram caros, consumiam muito combustível e exigiam manutenção muito freqüente, o Volkswagen era robusto, confortável, econômico e barato. Mudou a história da indústria automotiva para sempre, e exigiu que as outras montadoras se modernizassem para oferecer carros populares e acessíveis.

Em termos de comunicação o Volkswagen também foi inovador. A propaganda mostrava a versatilidade de um carro diferente e acessível. A empresa explorou sua durabilidade para vencer as estradas nevadas e a capacidade de comportar cinco pessoas em um carro pequeno. No Brasil ele chegou com status de carro importado, e rapidamente conquistou os brasileiros. Imagine se um modelo revolucionário fosse lançado hoje por aqui, e em três anos sua matriz resolvesse implantar uma fábrica gigantesca, e logo no primeiro lote oito mil unidades fossem fabricadas e imediatamente vendidas? Isso aconteceu, mas foi em 1959. Alguns anos depois, de cada 10 carros fabricados no Brasil, sete eram Fusca. Em doze anos, já teríamos um milhão deles circulando em nossas ruas e estradas.

Porsche não criou nada, apenas aprimorou projetos existentes e os tornou viáveis. Em comunicação, a fórmula mágica não é a mesma ideia genial dos publicitários, que criam campanhas incríveis. Para nós jornalistas que atuam no ramo da assessoria de imprensa, o grande segredo é usar as ferramentas amplamente conhecidas: a pauta, o press release, a newsletter, e tantas outras, e torná-las viáveis, úteis e geradoras de novos negócios para os nossos clientes.

O Fusca conquistou outros mercados: foi para a Holanda, Suíça, Portugal, Espanha, e depois para a América, onde demorou para conquistar os norte-americanos acostumados com carros grandes. Muitas vezes, a comunicação passa pelo processo de adaptação, pois não existe um só remédio para todos os males. Na Casa da Notícia, atendemos empresas de todos os portes e “receitamos” soluções diferentes para cada perfil, alinhados com a estratégia do cliente, seja resolver uma crise, seja alavancar as vendas de um novo produto.

E o Fusca se consolidou, adaptado a cada país onde foi vendido. Por aqui o cardápio incluía desde o 1300 com carburador pequeno até o 1600 de dupla carburação, o Fuscão, o “Bizorrão”. Na Alemanha o Fusca chegou a ter até câmbio automático. E a comunicação também é oferecida em diversos pacotes, desde um serviço de clipping “Café com notícias” a uma estratégia de lançamento que envolve uma grande equipe trabalhando de forma integrada.

O fato é que muita gente torce o nariz ao ouvir falar do Fusca, mas também é verdade que sua inovação mudou o curso da história. O Fusca gerou experiências que deram origem a outros modelos: o “Zé do Caixão” (1600 4 portas), o belo Karmann Ghia, o TL, a perua Variant, os esportivos SP1 e SP2 e a boa e velha Kombi que até hoje é líder de mercado. Todos construídos sob a sua estrutura, e equipados com seu motor boxer refrigerado a ar, com o característico barulho agudo e contínuo, como “música”, dizem alguns, como eu que adoro acelerar meu Teobaldo no final de semana.

Assim como o Fusca, queremos escrever cases de sucesso ao lado dos nossos parceiros, construir e melhorar suas reputações. Todos nós, brasileiros, já tivemos, já andamos ou já cruzamos com um Fusca pela rua. Ele sempre esteve presente, numa parceria longeva, tal como a história que escrevemos juntos.

* Marcos Camargo Jr é coordenador de atendimento na Casa da Notícia, jornalista, colecionador de carros antigos e curte o seu Fusca 1978 nos finais de semana.

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A assessoria de imprensa como formadora de opinião

 por Joice Guimarães

Atualmente, a atividade de assessoria de imprensa configura-se como um dos meios mais importantes para se pautar a mídia. Seus resultados são diariamente lidos, ouvidos e assistidos por toda a sociedade e é perceptível o vinculo que a imprensa já criou com este segmento da comunicação.

Antigamente, apenas empresas de grande porte e multinacionais reconheciam a capacidade estratégica que as assessorias de imprensa exercem na comunicação externa. Entretanto, com o aumento e segmentação das notícias, empresas de todos os tamanhos e setores começaram a enxergar a assessoria de imprensa como ferramenta indispensável para difusão e consolidação da sua marca na sociedade e setor de atuação.

Dado o número de empresas que hoje centralizam a divulgação e repercussão de informações estratégicas, institucionais e de produtos nas ações de assessorias de imprensa, fica praticamente impossível a difusão de notícias sem a atuação do assessor. Ele contribui diretamente para a atualização das informações na mídia, priorizando a propagação e detalhamento do assunto. O assessor de imprensa tem a percepção de construir uma ponte entre assuntos úteis ao público e de interesse do cliente assessorado, tudo sob a ótica jornalística.

Em tempos de web 2.0, a necessidade de trabalhar a imagem do cliente assessorado por meio de um jornalismo bem feito tornou-se ainda mais presente. Nenhum veículo pretende apenas publicar a notícia, adaptada de um press release, uma vez que todos os meios de comunicação daquele segmento receberam a mesma mensagem. Portanto, é indiscutível a necessidade do jornalista ir além do press release e construir uma narrativa analítica e diferenciada sobre o tema. Vale também, cada vez mais, a ideia de planejar a exposição do cliente em outros meios de comunicação, dando aos sites e comunidades virtuais a mesma importância creditada historicamente aos jornais impressos.

Por outro lado, o assessor deve estar sempre à frente das possíveis solicitações e questionamentos da imprensa. É preciso enxergar sob as duas perceptivas, a fim de preservar e consolidar a marca do cliente e estreitar o relacionamento com os colegas do “outro lado do balcão”. O profissional de assessoria de imprensa, que muitas vezes também é jornalista, precisa considerar as diferentes linhas editorias dos veículos, seus interesses, o perfil do leitor, entre outras características.

Deste modo, quanto mais objetividade e confiabilidade na informação e no relacionamento entre a assessoria de imprensa e a mídia, maior será o interesse em divulgar o assunto sugerido. A responsabilidade de administrar e repercutir a informação nos meios de comunicação faz da assessoria de imprensa uma fonte legítima de conteúdo do cliente assessorado.

O processo de relacionamento com a mídia, como o envio de sugestões de pauta, é fundamental no dia a dia das redações, pois são ideias e informações sobre a realidade do cliente assessorado e que de alguma forma irá abranger a sociedade. Portanto, a atividade de assessoria de imprensa influencia diretamente na geração de notícias, consequentemente, na formação da opinião pública.

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