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Archive for março \30\UTC 2011

por Carlos Thompson

Boa viagem José Alencar

O verbo morrer é um dos mais odiados. Ninguém gosta de conjugá-lo. Nem o emprega para o fim de algo negativo, como a morte de uma doença ou de uma dívida.
Não ficamos incólumes à morte nem quando antipatizamos com alguém. Temos relação protocolar, distante com o fim da vida terrena (para os que creem no espírito, na alma) ou simplesmente com o fim da vida (para os que não acreditam no transcendente).
Quando o verbo morrer se une a alguém como José Alencar, que tanto queria viver, torna-se ainda mais cruel. Ele se agarrava a pedaços de vida que descartamos diariamente, por incúria ou soberba, como um náufrago a destroços de uma navio afundado.
Bastava um pedacinho de vida, um raio de sol na escuridão da doença e das internações cada vez mais frequentes, para que se reerguesse com um sorriso.
A fé e a coragem não o abandonavam nunca. Não porque fosse angelical, mas porque superava, com sua persistência, os medos que deveria sentir.
Tornou-se um ser humano especial que, vejam só, derrotava a morte com tranquilidade, bom humor e confiança. Humano, mas acima da média.
Começou a carregar sua cruz há mais de 13 anos. Mas o fazia sem expressar ressentimento pelo peso dela.
Torcíamos por ele, como torcemos por longevos como o arquiteto Oscar Niemeyer. Eles nos dão a impressão de que podemos fazer mais, ir adiante, sobreviver a catástrofes. Viver mais de 100 anos com lucidez e criatividade.
Então, quando ele recolheu seu corpo cansado e maltratado pela doença e internações, dobramos os joelhos com ele. Nós refletimos que poderíamos valorizar mais cada segundo de vida. Olhar para o que há de bonito, gratuitamente, pronto para nossos olhos. Ouvir as melodias que emergem das ruas. Tocar o rosto de um filho, da namorada, da esposa. Conversar com os amigos. Telefonar para os pais.
Gastamos nosso tempo com admoestações, cobranças e críticas. Queimamos o único presente real que ganhamos: a vida. Um presente que, como areia na ampulheta, vai-se escoando lenta, mas inexoravelmente.
John Lennon, o genial beatle que partiu tão cedo, aos 40 anos, dizia que vida é aquilo que acontece enquanto você está planejando o futuro. Ou seja, não nos fixamos no agora, no presente já conquistado, pois passamos o tempo remoendo problemas, ou projetando alegrias vindouras.
Alencar queria viver, e viveu. Derrotou a morte que, pela ordem natural das coisas, talvez o tivesse levado cinco ou 10 anos antes. Se contarmos em anos, parecerá pouco para alguns.
Mas o vice-presidente, porque dificilmente algum outro personificará e dará o brilho que deu a este cargo, ganhou uns 157 milhões de segundos, na hipótese dos cinco anos. Quantas coisas ele viu, ouviu, sentiu e tocou a
mais neste tempo? Como medir, em vida, o que ele recebeu por sua obstinação?
Ele venceu a morte, porque não morreu antes por medo de morrer. Ele viveu mais por vontade de viver.
Não foi um super-herói, porque eles só existem na ficção, mas seguiu muito mais longe do que costumamos ir. Só isso já valeria sua passagem por aqui.
Boa viagem!

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A Casa da Notícia acompanha esta semana a Feicon Batimat 2011, a maior feira da construção da América Latina. Nesta edição, acompanhamos dois grandes clientes, a Weber Saint-Gobain e a Hydro Z (empresa do grupo Zeppini) que lançam produtos de destaque para o segmento de tratamento de água e argamassas.

A Weber Saint-Gobain apresenta ao mercado o novo Piso Sobre Piso Rolado quartzolit revoluciona o mercado de sobreposição de revestimentos trazendo grandes inovações que garantem uma reforma rápida, limpa e sem quebradeira. É a primeira argamassa de sobreposição que pode ser aplicada com rolo, de forma fácil e eficiente. Outra novidade é a nova linha weber.color, com a exclusiva tecnologia Weber de produtos sem poeira, além de cores tendências desenvolvidas a partir de pesquisa encomendada ao Comitê de Estudo de Cores da América Latina e o novo produto Epóxi, mais fácil de aplicar e exclusivo para pisos.

A Hydro Z, divisão de negócios do grupo Zeppini, apresenta soluções inovadoras como o sistema Pluvi Home, equipamento compacto que permite o aproveitamento da água da chuva, o Biorreator para tratamento primário de efluentes sanitários e o Sistema Separador de Gordura para adequação de efluentes gordurosos gerados em pias de cozinha e máquinas de lavar louça.

A Feicon Batimat 2011 é a oportunidade para centenas de expositores mostrarem mais de 2.500 lançamentos em produtos para construção, acabamento e decoração de interiores e exteriores. Em cinco dias, o público deve chegar a 170 mil visitantes de vários países latino-americanos.

Estande Weber Saint-Gobain - FEICON 2011

Estande Hydro Z - FEICON 2011

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por Carlos Thompson

Talvez seja o correspondente de O Estado de S.Paulo em Paris, Andrei Netto, que passou oito dias preso, na Líbia conflagrada por uma guerra civil cruel.

Ou Marcos Uchôa, falando de Oshu para o Jornal Nacional (TV Globo), 200 quilômetros ao norte da usina nuclear e adiante de Fukushima, foco do Tsunami que infelicitou o Japão, provocando milhares de mortes, escassez de alimentos, de energia e de combustíveis em um dos mais desenvolvidos países do mundo.

Há, também, Fabiano Maisonnave, enviado da Folha de S.Paulo a Koriyama (província de Fukushima), e Roberto Kovalick, correspondente da Rede Globo na Ásia.

E muitos outros, evidentemente, pois leitores, telespectadores, ouvintes e internautas queremos saber tudo o que acontece nos palcos das grandes tragédias mundiais.

Jornalistas são os profissionais que arriscam suas vidas para informar, embora sejam humanos, logo suscetíveis de sofrer efeitos negativos da radiação de vazamentos nucleares, ou de morrer pelos tiros do exército do
tirano líbio.

Ninguém quer ficar doente, ser espancado, preso ou assassinado.
Por que, então, estas pessoas vão para os lugares de onde a maioria dos moradores fugiria, se pudesse?

Porque jornalismo não é bem aquela atividade charmosa que muitos imaginam.
É diferente do que encenam nos filmes e novelas.

Ser jornalista também é arrumar a mala às pressas rumo a um destino incerto, perigoso, insalubre, quente ou frio demais, sem a certeza de abraçar novamente namorada, amigos, filhos, marido ou esposa.

Como aconteceu com o cinegrafista da rede árabe Al Jazeera, assassinado pela forças de segurança de Muammar Kadafi.

Ainda em março, portanto no primeiro trimestre, o ano de 2011, segundo a organização Reporters Without Borders (Repórteres Sem Fronteira) já contabiliza oito jornalistas mortos e 153 em prisões ao redor do mundo – http://en.rsf.org/.

Jornalistas cometem erros, como quaisquer profissionais. Às vezes, seus equívocos destroem reputações, o que deve ser combatido por todos nós. Mas têm uma função que, em um mundo globalizado e conectado on-line, é ainda
mais importante: mostrar que as fronteiras estão nos mapas e nas gavetas de presidentes e ditadores, de primeiros-ministros e de outros interessados em patriotadas.

O mundo, na verdade, é uma coisa só, e um Tsunami no Japão, um terremoto no Haiti e conflitos sangrentos na Líbia entram nas nossas casas sem bater à porta, mesmo que estejamos distantes geograficamente.

Ver estes dramas instantaneamente, com todos seus sons e sofrimento sombrio, no mínimo deveria nos tornar mais humanos e menos egoístas. Os jornalistas estão lá para isso, mesmo que não tenham, sempre, plena noção
da relevância do que fazem. Nem deve sobrar muito tempo para teorizar sobre o tema, enquanto se protegem dos tiros ou da radiação nuclear.

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Nossa colega Bruna Sales, do escritório de Mogi das Cruzes, foi entrevistada pelo colunista Filipe Almeida, do jornal O Diário de Mogi, para a coluna Plugado. Ela foi escolhida como o talento nota 10 no jornalismo da região. Nas respostas sobre a profissão e a função de uma assessoria de imprensa, Bruna falou da Casa da Notícia, onde é colaboradora desde junho de 2010.
O resultado da entrevista você confere abaixo.

Bruna Sales - Talento Nota 10

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