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Artigo de Carlos Orlando, Diretor da Weber Quartzolit, no Diário do Comércio

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por Carlos Thompson

Todo time de futebol – do combinado casados x solteiros de final de semana à Seleção Brasileira – precisa de um jogador que marque como um cão de guarda e, se possível, consiga entregar a bola a um dos colegas com qualidade. Esse foi o jogador Dunga. Aplicado, organizado, metódico, um guarda-livros em campo.

Em 1990, a alcunha foi uma catarse contra o grupo que apanhou de Maradona & Cia, na Copa do Mundo da Itália.

Em 2006, uma constelação entrou em campo contra a França: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Robinho, Adriano, Kaká, Roberto Carlos. Jogamos mediocremente, quase de maneira vexatória, e fomos castigados pela derrota
para a França, por 1 x 0, gol de Henry.

Na volta ao Brasil, todos queriam mudanças drásticas. E que os ‘culpados’ fossem expurgados da seleção: principalmente, na opinião pública, Roberto Carlos, Cafu, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo. E foram: nenhum deles integra o grupo de 23 que compõem titulares e reservas. E só um deles, Ronaldinho Gaúcho, está entre os sete que podem ser chamados, se alguém se machucar ou tiver outro problema grave.

O Brasil assistiu à convocação como se fosse a uma disputa por pênaltis para decidir o campeão do mundo, nesta terça-feira, 11 de maio. Por quê? Torciam para que uma nova geração de grandes jogadores, ainda não testada em disputas internacionais, levasse um pouco de irreverência, dribles e graça a um jogo burocrático e tacanho.

Dunga foi mais Dunga do que nunca, e não os convocou, exceto Paulo Henrique Ganso, um dos sete da lista de espera.

O treinador da seleção é coerente com o seu passado: encheu o meio campo de volantes toscos, marcadores experientes que pouco ou nada ousam.

Recheou a região do campo de onde se espera um lançamento precioso, um drible hábil, uma jogada de calcanhar, com executivos que poderiam jogar com terno e gravata, carregando uma pasta 007.

E confessou que não quer correr o risco de perder.

Em meio a 23, não haveria vaga para dois moleques, no bom sentido? Não, hoje o que importa é vencer. Jogando feio, dando chutões para o lado, ou melhor, ‘cadenciando’ o jogo, como narram os especialistas.

Se vencer, será glorificado, vingado, levado em triunfo a Brasília para o desfile dos poderosos.

O futebol ficará escondido, esperando um Telê Santana redivivo, que ouse jogar bonito, como sempre se jogou no Brasil. De olho no jogo, e não no resultado.

Será uma equipe similar à de 1994, nos Estados Unidos, mas sem Romário.

Deveríamos montar uma seleção do B, com Victor, André Santos, Hernanes, Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Ganso, Fred e Diego Tardelli. E disputar a Copa do Mundo do B, com craques que, seguramente, também foram descartados em
seus países porque talvez não façam a barba todos os dias, não digam “sim, professor” em resposta aos gritos dos treinadores, nem falem que o grupo importa mais do que a bola.

Imagino que Garrincha não jogaria em nenhum time, hoje, porque gostava de festas e não seguia a lógica do bom comportamento. Somente jogava muito, mas muito mesmo.

A Era Dunga voltou e, com a conqusita da Copa ou não, lamento profundamente a derrota do nosso melhor futebol.

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