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Apagão II

Radinho de pilhas contra a crise

Por Nereu Leme

É nesse momento, de crise, de dificuldades e boataria, que a comunicação age como tábua salvadora. Como um pequeno rádio de pilhas, que não necessita de energia elétrica para funcionar. Assim, podemos vencer o apagão e, ao mesmo tempo, ter a informação que reduz incertezas.radio_pilha

Como todo serviço essencial, o fornecimento de energia elétrica precisa de um sistema de contingência, uma alternativa para não parar de funcionar, um radinho de pilhas.

Para nós jornalistas prevenidos, como eu e o Marcos Camargo (leia post Apagão I), o radinho de pilhas venceu a crise. Mas, só conseguimos o acesso à informação na madrugada escura, porque em nossos treinamentos contra situações de crise, sempre alertamos nossos treinandos: “toda crise requer uma alternativa previamente planejada. Por exemplo, se faltar luz, tenha um radinho de pilhas à mão. Pelo menos haverá acesso à informação e, com a informação, poder decidir os próximos passos”.

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Apagão I

Apagão da comunicação

Por Marcos Camargo Jr.

A cobertura da imprensa em relação ao apagão elétrico, ocorrido na última terça-feira, nos ajuda a compreender a importância da comunicação em nossos tempos. Em um instante, às 22h15, as luzes se apagaram ou oscilavam e tudo ficou às escuras.  Dirigindo, notei o princípio de confusão gerado no trânsito pela falta dos semáforos. Sem luz, o comércio noturno baixou as portas e a penumbra tinha conotação de perigo.

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Por alguns instantes, não havia notícia ou informações. Sintonizei o rádio, e notei que várias emissoras estavam fora do ar. Por alguns minutos, a sensação de vazio percorreu meus brios jornalísticos: não sabia o que estava acontecendo. Nós, profissionais de imprensa, das redações ou não, nos preocupamos de imediato com a ausência de comunicação, pois falta algo que é intrínseco do ser humano.

Em alguns minutos, a rádio de notícias voltou, com um pedido de desculpas do repórter. Cada jornalista, de sua residência, entrava no ar ao vivo e transmitia suas impressões. Com laptop alimentado por baterias, ou mesmo pelo celular, acessavam a web em busca de informações.

Mas a fonte não era boa. Tínhamos um problema. Agências, ministérios e concessionárias ligadas ao setor de energia não tinham resposta. Era “uma falha” no sistema que alimenta 18 estados, mas o motivo era desconhecido.

Cheguei em casa, procurei por algumas pilhas, e liguei um pequeno rádio. Na internet, apenas o fato do apagão. Ninguém sabia nada, até que uma informação oficial relatava uma falha no sistema da hidrelétrica Itaipu Binacional. Ainda assim, nenhuma previsão de normalização. As rádios entrevistavam engenheiros e acadêmicos ligados ao tema da energia, em busca de informações complementares, prognósticos e análises. Seria falha do governo, algum acidente ou sobrecarga?

Quando falta informação, a comunicação é inútil. Essa ferramenta que nos permite um ciclo perfeito entre emissão e compreensão, deve ser encarada como vital na vida cotidiana. Sem qualquer informação, há espaço para os ruídos, como os boatos que surgem na rua para tentar explicar o motivo do apagão. A solução é clareza e luz materializada na forma perfeita da comunicação, que elimina incerteza e devolve a segurança, seja no movimento constante das cidades, seja no sucesso que você procura para o seu negócio.

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