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Archive for julho \19\UTC 2010

Por Nereu Leme

Para existir, uma empresa precisa ter produto, seja industrial, financeiro, comercial ou de serviços.

Para despertar interesse, esse produto precisa ter preço e qualidade.

Ou seja, para realmente existir, a empresa precisa ter produto, preço e qualidade. E basta?

Não! Além de existir, a empresa precisa sobreviver, vencer o tempo. Precisa vender seu produto para faturar e ser autossustentável.

E o que ela precisa para vender seu produto que tem bom preço e boa qualidade?

Precisa dizer para o consumidor que o produto existe e para o que ele serve. Precisa se comunicar.

Parece simples, mas com o avanço das tecnologias e meios de comunicação, com a ajuda da Internet, o público-alvo das empresas está cada vez mais disperso. Para atingir esse público, não basta anunciar na TV ou fazer um outdoor – o que, aliás, é proibido na cidade de São Paulo.

Quem lia todo dia o mesmo jornal, pode ter optado pela newsletter da empresa ou o clipping diário de uma associação de classe. O leitor da revista semanal agora se informa online, instantaneamente, o chamado tempo real.

Os calhamaços de relatórios mensais foram substituídos pela videoconferência ou teleconferência (MSN, Skype ou sistemas proprietários de Voz sobre IP), com recursos de Power Point na tela do computador.

O público-alvo não atende apenas pela denominação de consumidor. Também pode ser governo, entidades, investidor, colaborador, fornecedor, comunidade, ou parceiros estratégicos. Além de a empresa precisar se comunicar com todos eles, no fundo eles também são consumidores.

Para cumprir bem sua missão, a empresa não deve depender apenas da publicidade ou da divulgação espontânea de seu produto na mídia.

Pode criar sua própria mídia, ou melhor dizendo seus meios de comunicação.

Começa fazendo um site, sua vitrina de produtos, mesmo que seja estático. Cria, dentro dele, um blog para ser atualizado semanalmente com notícias de seu setor e/ou da própria empresa, artigos de seus colaboradores, novidades, lançamentos. Faz um resumo disso tudo numa newsletter, chamando a atenção de seu público-alvo para as novidades no site ou no blog. Envia essa newsletter por e-mail para todos aqueles públicos que deseja atingir. Recebe as manifestações dos leitores e mede o que mais desperta interesse.

Depois, é só colher os frutos, realimentar o processo de comunicação e criar um círculo virtuoso de informações, notícias e participação do público-alvo. É venda na certa.

Faça você mesmo. E se precisar de ajuda, peça para a Casa da Notícia.

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Por Jussara Lima

Defensor da disseminação do direito universal à paz como premissa para construir uma sociedade mais justa e formar jovens mais conscienciosos acerca de sua importância social,  o doutor em Saúde Pública pela Universidade Federal da Bahia, Feizi Milani, novo cliente da Casa da Notícia, anda na contramão do senso comum.

Em tempos de desvio de caráter, de insensibilidade aos valores éticos e sobretudo de comportamentos que priorizam o eu em detrimento do coletivo, a solução para a falta de respeito, solidariedade e responsabilidade muitas vezes parece estar na punição e no julgamento. Milani, contudo, questiona essa abordagem.

Há mais de vinte anos, o médico e educador pratica iniciativas voltadas para o desenvolvimento de ambientes livres de violência. Adepto de metodologias inovadoras, o médico-educador, especialista em adolescentes, busca opções para intervir positivamente tanto no sistema educacional quanto no de saúde.  Sua devoção pragmática em busca da saúde e dos direitos humanos já influenciou a vida de mais de meio milhão de crianças e adolescentes, direta ou indiretamente.

Para prevenir a violência doméstica, o hebeatra criou, há 11 anos, um programa pioneiro de capacitação de mães e pais, denominado “Quero uma vida melhor para os meus filhos”. O programa, que já reuniu mais de 10 mil pessoas, nos mais de 200 encontros organizados por ele, ensina aos pais estratégias e habilidades não-violentas na criação dos filhos. Os encontros são participativos e têm linguagem adequada ao nível de compreensão de cada público.

Nas instituições de ensino, Milani trabalha a promoção do que ele chama de “Escolas sem violência”. Por meio de uma tecnologia educacional desenvolvida por ele, professores e gestores são orientados sobre como gerenciar um ambiente seguro, cooperativo e inclusivo em salas de aula, que valoriza o engajamento dos estudantes na construção coletiva de um conjunto de normas de convivência.  Aproximadamente 1,4 mil professores no Brasil e 60, na Colômbia, já foram capacitados pelo educador.

Além de docentes, Milani tem capacitado profissionais de saúde e lideranças da sociedade civil  em cursos, palestras e seminários no Brasil e em países como Canadá, Cuba, Luxemburgo, Portugal e Espanha, totalizando cerca de oito mil pessoas.

Liderança juvenil: um atalho para a transformação social

Protagonismo juvenil  é outro tema abordado pelo especialista. Sob a ótica do poder da transformação social, os jovens são convidados a expressar livremente suas opiniões, sonhos e temores. Milani os escuta ativamente e os desafia a se tornarem promotores da paz, por meio do exercício de uma liderança direcionada para o serviço ao bem-estar coletivo. Mais de nove mil adolescentes e jovens já participaram de alguma das ações educativas realizadas por ele.

A experiência profissional deste médico-educador deu origem ao livro “Tá combinado! Construindo um pacto de convivência na escola”. Milani também fundou o Instituto Nacional de Educação para a Paz (INPAZ), uma organização não governamental e sem fins lucrativos, que reúne uma rede de profissionais qualificados e experientes de várias regiões do Brasil. Em seus 10 anos de existência, a ONG capacitou centenas de professores e jovens, publicou três livros e participou de eventos de grande relevância social e educacional.

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